Caríssimos irmãos e irmãs,
Há poucos dias demos início às celebrações do Jubileu Adamantino da nossa Diocese, já quase para concluir as celebrações do 2025º aniversário da encarnação do Verbo, do primeiro Advento do Filho de Deus na humildade da nossa natureza humana. Plenamente inserida no Jubileu da Esperança, nossa Diocese prolongará a sua peregrinação no curso do ano jubilar iniciado dia 6 de dezembro, bendizendo a Deus pelas maravilhas que Ele realiza na história de toda a humanidade e da nossa em particular através do Seu Corpo Místico. Nosso povo cristão do sul goiano eleva cânticos de louvor e adoração ao aniversariante do Natal, ao Senhor Jesus, em quem “se encontra toda a graça e copiosa redenção” (Sl 129,7).
Erigida juntamente com as Dioceses de Anápolis e Ipameri aos 11 de outubro de 1966 por São Paulo VI, com a Bula Pontifícia “De Animorum Utilitate”, a nossa Diocese foi instalada no dia 8 de dezembro do mesmo ano, dia da Imaculada Conceição. Nosso Primeiro Bispo Diocesano, o saudoso e venerado Dom José Francisco Versiani Velloso, governou com amor a porção da Grei de Cristo a ele confiada, acolhendo e implementando o precioso magistério inspirado pelo Espírito Santo ao Colégio Episcopal reunido no Concílio Vaticano II sob a guia de São João XXIII e, em seguida, de São Paulo VI. Desde então, a mensagem de Cristo continua a suscitar novos cristãos, dando novo ardor e novas formas de expressão à fiel e fecunda transmissão do depósito da fé que recebemos dos Apóstolos. Peço que roguem por mim para que, a exemplo de meus antecessores na cátedra de Itumbiara, eu entregue a minha vida pelo rebanho de Cristo que aqui caminha sob o Patrocínio de Santa Rita de Cássia, nossa Padroeira.
Eis porque, neste 2025º aniversário do Natal do Senhor, bem unido ao amado Papa Leão XIV, invoco profusas bênçãos sobre toda a Diocese de Itumbiara e compartilho uma mensagem Natalícia que o Primeiro Papa Leão, São Leão Magno, deixou aos católicos de Roma e a todos nós sobre a dignidade de filhos de Deus que a encarnação do Verbo nos comunica.
Acompanhemos as palavras do Grande Papa Leão, Santo e Doutor da Igreja, que nos ajudam a tomar consciência da nossa dignidade de filhos de Deus.
“Hoje, amados filhos, nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade.
“Ninguém está excluído da participação nesta felicidade. A causa da alegria é comum a todos, porque nosso Senhor, vencedor do pecado e da morte, não tendo encontrado ninguém isento de culpa, veio libertar a todos. Exulte o justo, porque se aproxima da vitória; rejubile o pecador, porque lhe é oferecido o perdão; reanime-se o pagão, porque é chamado à vida.
“Quando chegou a plenitude dos tempos, fixada pelos insondáveis desígnios divinos, o Filho de Deus assumiu a natureza do homem para reconciliá-lo com o seu Criador, de modo que o demônio, autor da morte, fosse vencido pela mesma natureza que antes vencera.
“Eis por que, no nascimento do Senhor, os anjos cantam jubilosos: Glória a Deus nas alturas; e anunciam: Paz na terra aos homens de boa vontade (Lc 2,14). Eles veem a Jerusalém celeste ser formada de todas as nações do mundo. Diante dessa obra inexprimível do amor divino, como não devem alegrar-se os homens, em sua pequenez, quando os anjos, em sua grandeza, assim se rejubilam?
“Amados filhos, demos graças a Deus Pai, por seu Filho, no Espírito Santo; pois, na imensa misericórdia com que nos amou, compadeceu-se de nós. E quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo (Ef 2,5) para que fôssemos nele uma nova criação, nova obra de suas mãos.
“Despojemo-nos, portanto, do velho homem com seus atos; e tendo sido admitidos a participar do nascimento de Cristo, renunciemos às obras da carne.
“Toma consciência, ó cristão, da tua dignidade. E já que participas da natureza divina, não voltes aos erros de antes por um comportamento indigno de tua condição. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro. Recorda-te que foste arrancado do poder das trevas e levado para a luz e o reino de Deus.
“Pelo sacramento do batismo te tornaste templo do Espírito Santo. Não expulses com más ações tão grande hóspede, não recaias sob o jugo do demônio, porque o preço de tua salvação é o sangue de Cristo” (Sermo 1 in Nativitate Domini, 1-3: PL 54, 190-193).
Fazendo minhas estas palavras, com elas formulo os meus votos de um Santo Natal e de profícua celebração do nosso Jubileu de Diamante. Deus nos abençoe a todos e nos ajude a abrir nosso coração ao Menino-Deus, ternura do céu que na terra brotou e brota ainda hoje em nossas vidas.
“Eis que estou à porta e bato – diz o Senhor –; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Ap. 3,20).
Feliz Natal a todos aqueles que o Bom Deus confiou aos meus paternos cuidados pastorais.
+ José Aparecido, vosso bispo

